domingo, 1 de maio de 2011

Saudades

Cada pedaço do meu ser
Cada molécula que me pertence
Tudo aquilo de que sou feita
Sente falta de você

Careço do que era
Pois não sou mais quem sou
Dei minha vida e foi embora
Agora, não tenho nada

Fico, então...
Antigo ser em construção
Hoje, ser vazio, sem prospecção
Perdi tudo que tinha, era, fazia

Hoje, eu não sou.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

sábado, 11 de dezembro de 2010

Seguir

O aperto no peito
Os olhos vermelhos
Indício de sofrimento
Perda. Falta. Ausência

Então, nesta poesia
Desconstruo minha tristeza
E com as palavras
Divido a minha solidão

Estou sem ninguém
Mas tenho a mim
Tenho as palavras
Tenho a poesia
Tenho a melodia
Tenho a paixão

E se for forte
É tudo de que preciso
Para seguir
Seguir em frente

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Mesmo Coração

Choro as mesmas lágrimas
Que chorava ao seu lado
O coração que hoje grita
É o mesmo despedaçado

Paradoxo. Surreal.
Te amo, mas não te quero
O tempo nos fez mal
Muito mal

Duas crianças não sabem amar.

sábado, 20 de novembro de 2010

Prefiro Não Nomear

Todo dia eu te dizia
Onde achar felicidade
Que a chave pro seu sorriso
Não estava comigo

Você resolveu me escutar
E o que era nosso é de todo mundo
Mas em mim ainda ficou marcado
O passado que você deixou
 
Olho hoje pra você
E comprovo minha teoria
A felicidade que você tinha
Era uma tristeza mascarada
 
E agora estampado em um quadro
O sorriso de um herói
Cercado de seus fiéis guerreiros
Com o mundo em suas mãos
 
Então você é feliz. Fique feliz. Seja feliz.
A chave estava com você
Viva suas aventuras
Eu só peço que não me esqueça
 
Pois os corações ainda batem juntos
E a torre alta o chama para voltar
Mas o sorriso que eu vi em seu rosto, agora
Eu nunca vira se apresentar

Sua felicidade é com o mundo
Comigo acabou.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Aquele Poema

Num papel velho e rasgado
Fiz-lhe um poema
Só escolhi as palavras
Que rimavam com você

Deste verso
Fez-se um até logo
E do até logo, um adeus
Até eu nunca mais te ver

E o papel se perdeu
Junto das estrofes do que se foi
O passado virou pretérito
E o agora virou depois

Nunca mais li as palavras
Nunca mais eu fui feliz
Nunca mais eu vi os pedaços
Do poema que eu te fiz

Homenagem a um poema que se perdeu...

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Não Se Vá

Por que brigar
Se eu posso estar ao seu lado?
Não deixe a hora passar
Sem que eu esteja perto de você

Cada segundo separados
É um segundo perdido
É uma vida desperdiçada
Porque nós pertencemos um ao outro

Não se vá
Pois eu não vou mais